
Os diagnóticos de dengue confirmados em Florianópolis mais do que dobraram em apenas 10 dias, de 259 para 579 casos. O salto representa um crescimento de 129%, segundo dados da SES (Secretaria de Estado da Saúde) e da Secretaria de Saúde de Florianópolis.
A maior parte dos casos (63) são de mulheres, com idades entre 40 e 49 anos, seguido da faixa etária entre 30 e 39, com 61 pacientes. Até esta segunda-feira (27), o município registrou 30 internações hospitalares.
De acordo com o relatório divulgado semanalmente pela SES — com dados atualizados até 18 de março — a Capital é o 8º município com a maior a taxa de incidência, de 45%.

A primeira morte por dengue de 2023 no Estado foi em Florianópolis, no bairro Trindade. A confirmação da primeira vítima foi uma mulher de 34 anos.
Até esta segunda, o bairro que lidera os casos de dengue como provável local de infecção é Coqueiros (111), seguido por Monte Cristo (30) e Capoeiras (21). Conforme os dados da prefeitura, em 77 casos não foram identificados os possíveis locais de transmissão.
Perfil dos casos de dengue em SC
Segundo a SES, o perfil epidemiológico de pacientes deste ano apresenta um aumento de registros em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de idade, segundo dados até o dia 16 de março.

O registro da doença nessa faixa etária passou de 19% para 26,2% dos casos em 2023. Além disso, o número de casos com sinais de alarme para cada 100 casos de dengue aumentou nessas idades, de 1,7 passou para 6,7. O mesmo se reflete nas hospitalizações. Enquanto 2,5% dos casos na população em geral são internados, na faixa etária de 0 a 19 anos, a taxa vai para 31,4%.
Além de Florianópolis, Joinville registrou uma morte de uma mulher de 26 anos pela doença neste ano.





