Dominação da terra por alienígenas – essa foi uma das pautas de sessão do Conselho Institucional do Ministério Público Federal nessa quinta-feira (16), realizada remotamente. Na reunião, o grupo de procuradores da República analisou uma notícia de fato de um homem que afirmava que o planeta Terra foi invadido por extraterrestres “reptilianos” e subespécies. Notícia de fato é como se chama, juridicamente, qualquer demanda submetida à apreciação do Ministério Público.
Durante a sessão, os procuradores ouviram que extraterrestres estariam criando cópias de pessoas, inclusive de personalidades políticas, como o presidente Bolsonaro. O denunciante disse que Bolsonaro é o político que mais tem cópias no mundo e disse que as provas seriam supostas fotos do abdômen do presidente – uma com cicatrizes e outra sem cicatrizes. Cada foto seria de uma cópia diferente do presidente da República.
Na sustentação perante os procuradores, feita pela internet, o relator do caso disse que o homem alegou que o procurador que havia arquivado a denúncia teria sido preso em flagrante por tentar matá-lo, pois teria recebido uma oferta de uma “cópia” para rejeitar os pedidos.
O presidente da Comissão Institucional do MPF, Francisco Rodrigues, ressaltou na reunião que a falta não tem nenhum fundo de verdade e que nenhum procurador da República foi detido sob acusação parecida. “A narrativa é evidentemente desprovida de verossimilhança, com alegações desconexas sem qualquer elemento que justifique o início de uma investigação criminal, sendo, portanto, injustificável prosseguimento do presente feito”, disse a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão – Criminal, que havia analisado o caso em 9 de agosto.
O prosseguimento da denúncia foi negado por unanimidade pelo Conselho Institucional. Apesar disso, os autos foram encaminhados ao primeiro grau para análise de possíveis crimes em razão das acusações feitas ao procurador.










