
Nesse sábado (15), uma cadela da raça pitbull que estava perdida na rua foi amarrada a uma moto e arrastada até a morte na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Apesar de maus-tratos contra os animais ser crime com pena mínima de dois anos, ainda é comum cenas em que pessoas matam e torturam cães, especialmente os que pertencem a raças consideradas perigosas.
Cães que estejam se sentindo amedrontados, independente da raça, tendem a atacar e morder. Por isso, existe uma série de dicas para caso uma pessoa encontre um cão na rua, especialmente se for um cachorro de grande porte com maior capacidade de machucar, para que nem o animal nem a pessoa saia machucada.

Segundo a veterinária Elisa Fabbri, o primeiro passo é observar o comportamento do animal. Isso porque é comum que alguns animais sejam semi-domiciliados, ou seja, possuem donos mas são criados soltos na rua. Nestes casos, o cachorro costuma estar ambientado ao local e se sente seguro ali, e por isso não apresenta risco aos outros.
“Observe se esse animal está desorientado, descoordenado com o ambiente, se ele não sabe onde está. Ou ele tá tranquilo, caminhando pela rua e parece estar ambientado naquele local. A próxima observação é como esse animal está agindo. Ele está eufórico, arredio, tremendo de medo? Como é o olhar dele?”, exemplifica a veterinária.

Elisa relata que, geralmente, animais domesticados e dóceis tendem a ficar com medo quando são abandonados ou perdidos. Assim, a melhor forma de se aproximar deles é oferecendo um petisco, falando com voz calma e evitar qualquer movimento brusco.
Em casos de resgate, o primeiro passo é levar o animal ao veterinário para fazer exames, especialmente se a pessoa tiver outro pet dentro de casa.
“Eles podem ter zoonoses, que são doenças transmissíveis ao ser humano, como por exemplo esporotricose ou raiva. A pessoa que resgatar tem que ter muito cuidado ao pegar nesses animais, ao encostar neles. Eles podem ter, também, alguma lesão na pele ou estar com alguma fratura gerando dor, e toda dor leva um animal a um mecanismo de defesa, que é a mordida”, conta.





