
Acompanhado do presidente estadual dos socialistas, Cláudio Vignatti, e do vice-presidente, Juliano Campos, França que é uma das principais lideranças do PSB nacional, tendo governado São Paulo de 2018 a 2019, foi além no convite, ao provocar Dário a inclusive, ser o indicado para vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na corrida à Presidência da República. O próprio Márcio França confirmou a informação em uma rápida conversa que tivemos ontem à noite por telefone. “É um dos caras mais experientes do estado. O Dário é um nome inclusive para compor a chapa com o próprio Lula. É um empresário bem-sucedido, o presidente vai buscar alguém que complete o perfil dele. Tudo é embrionário, mas ele (Dário) está pensando”, relatou o pessebista.
O convite a Dário acontece cinco dias após uma reunião em que o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, acompanhado do deputado federal, Alessandro Molon, do Rio de Janeiro, teve com Lula no hotel Meliá em Brasília. Siqueira ao ouvir o pedido de apoio feito pelo petista, respondeu que poderá acontecer a aliança, caso o PT apoie França em São Paulo, e os candidatos pessebistas em Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. “Para ter uma aliança nacional é preciso que o PT haja com inteligência. Abrimos à possibilidade de apoiar, desde que o PT abra mão, não pode querer tudo”, afirmou França.
A possibilidade de um projeto nacional para Dário ainda é embrionária, porém, possível, conforme me disse Márcio França. A leitura é que Lula precisa melhorar o seu desempenho na região Sul, e ter um nome de um estado que tem se mostrado conservador, ajudaria a equilibrar o jogo contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Por outro lado, se Dário não se viabilizar como vice de Lula, a cadeira cativa como o nome do PSB ao Governo do Estado já seria do senador.
Uma leitura feita por França fez Dário Berger pensar. Ele acredita na polarização da eleição entre Lula e Bolsonaro, o que fará com que os candidatos ligados aos dois nomes nos estados, tenham uma maior chance de projeção em relação aos demais. Além do cálculo eleitoral, França, foi na ferida, ao dizer claramente ao senador que o MDB já tomou uma decisão e, que não é ele o escolhido. “O Dário parece o Alckmin (Geraldo) em São Paulo. O PSDB não quis o Alckmin, assim como o MDB não quer o Dário. É incrível, um cara que foi senador, prefeito de duas grandes cidades, ter que ficar mendigando para ser o candidato do partido dele. Se ele não for, quem irá? ”, questionou França, colocando em dúvida a capacidade dos demais postulantes.
Imagem de SC
O pré-candidato ao Governo de São Paulo, Márcio França (PSB), que aposta em uma nova disputa com João Dória (PSDB), para quem perdeu por uma pequena diferença na última eleição, disse que Santa Catarina não pode apostar tudo em apenas um nome. Ele se referiu ao empresário Luciano Hang, possível candidato ao Senado. “Esse é um tipo de perfil importante, mas o estado com tanta energia econômica, jogar todo peso num público só. E se de repente der errado? É por isso que apostaremos no Dário (Berger) ”, afirmou. Além disso, ele lembrou que na semana passada ficou preso no trânsito perto de Itajaí, o que o fez pensar, sobre o motivo de o Estado não conseguir recursos para melhorar a trafegabilidade. Também chamou a atenção de França, o número de pessoas em situação de rua, tanto em São José, como em Florianópolis. “Não é o padrão de Santa Catarina que aparece como um estado de pleno emprego. Já começa a perceber a chegada da pobreza”, afirmou.
Jantar em São José

Após várias reuniões e um encontro político em Garopaba, com prefeitos e vereadores, o pré-candidato ao Governo de São Paulo, Márcio França (PSB), participou em São José de um jantar na residência do ex-prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Campos, e de sua esposa Ellen Prim. Também estiveram no encontro o presidente estadual do PSB, Cláudio Vignatti, e o vereador josefense, Toninho da Educação. Campos é pré-candidato a deputado estadual e Vignatti a federal.
*FONTE: SC em Pautas









