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Roda de Conversa debate Cannabis Medicinal

O objetivo central da Roda de Conversas foi destacar os benefícios medicinais da planta, que possui diversas propriedades que podem ser aplicadas no tratamento de inúmeras enfermidades, como: Epilepsia, Parkinson, Esclerose múltipla, Esquizofrenia, Dores crônicas, Distúrbios do sono, Ansiedade, Distúrbios alimentares, além de outras centenas de doenças.

Redação por Redação
maio 30, 2023
em Sem categoria
Roda de Conversa debate Cannabis Medicinal

O primeiro ponto observado foi a necessidade de se liberar e regulamentar a produção nacional do óleo da maconha. Hoje, a burocracia acaba por atravancar a produção nacional dos medicamentos a base de cannabis e os medicamentos importados, além do alto custo, deixam de gerar emprego e renda por aqui. Paciente com quadro de fibromialgia há anos, Dra. Vivian Dalla Coletta, mestranda em Farmácia pela UFSC, especialista em Biotecnologia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), apresentou sua experiência com o uso do óleo da maconha. Autoridade no assunto, Dra. Dalla, que se encontra internada no HU para tratamento de um câncer, foi enfática ao dizer que “é possível colocarmos a cannabis como medicamento acessível às pessoas, por intermédio do SUS, via secretarias de saúde municipais ou estaduais. Para isso, está faltando apenas interesse de todas as esferas públicas em adquirir o produto do cultivo próprio (nacional), via associações, que fazem um belíssimo trabalho na produção do óleo. Estes projetos geram emprego, renda e colocam a disposição dos pacientes um medicamento eficaz e barato, diferentemente da indústria internacional de medicamentos”.

Já o Pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina, Prof. Jacques Mick, apresentou o pioneirismo do trabalho de pesquisa desenvolvido na UFSC sobre cannabis. Iniciado pelo Professor Reinaldo Takahashi, o processo de pesquisa acontece desde a década de 1970. Foram aproximadamente 30 anos de pesquisas comandadas pelo Prof. Takahashi, com diferentes artigos científicos publicados sobre o uso medicinal da planta da maconha em humanos. Recentemente, o campus de Curitibanos da UFSC obteve autorização judicial para o cultivo da planta, visando estudos científicos para aplicação em medicina veterinária. Estes estudos são comandados pelo Prof. Erik Amazonas. Além disso, segundo Jacques Mick, a UFSC implantou uma rede interdisciplinar de pesquisadores para o estudo das aplicações da planta, seja para uso humano, em animais de grande porte, ou mesmo PET’s, mas também para muitos outros usos de interesse industrial. “O cânhamo (produto derivado da maconha sem alta concentração de THC) se presta a muitas aplicações industriais. Seu alto índice de fibras o faz aplicável para a indústria têxtil e do papel. Além disso, a planta da maconha pode ser inteiramente utilizada. Suas flores, que possuem princípios psicoativos já são utilizadas na indústria de medicamentos, mas também existe a possibilidade de criação de tijolos para construção civil a base do cânhamo, sendo totalmente sustentável e ecologicamente correto”, afirmou Mick.

O Médico Neurologista, Dr. Paulo César Trevisol Bittencourt, fez um resgate histórico de sua experiência na administração da maconha em pacientes com epilepsia. Dr. Bittencourt relatou que ao introduzir a maconha no tratamento de pacientes no sul do estado, obteve resultados impressionantes. Além disso, expôs algo muito importante sobre a influência da indústria farmacêutica no tocante a perseguição e criminalização da maconha. “Não tolero as pessoas falando em ‘mercado’, quando deveriam falar (e pensar) em sociedade. Enquanto médico, eu trabalho para o bem da sociedade. O mercado aniquilou a minha profissão, e, neste caso, o mercado é a indústria farmacêutica! Nós estamos reféns da indústria farmacêutica! Vocês estão consumindo remédios de maneira exagerada, porque eles chamam isso de remédio. Na verdade, vocês estão consumindo drogas, então, qual é a implicância com esta (droga, a maconha)? A implicância está no fato de que a indústria farmacêutica sabe que vai perder muito dinheiro, porque nós estamos diante de uma planta que possui um espectro de ação fantástico! Certamente eu não posso induzi-los a erro, pois não estamos diante da solução para tudo e para todos, mas, para muitos, será!”, disse o neurologista.

Pesquisador sobre cannabis sativa, Daniel Horn falou sobre os benefícios fitorremediadores da planta e os ganhos para o meio-ambiente. Fitorremediação nada mais é que o processo que utiliza plantas como agentes de purificação dos ambientes aquáticos e terrestres, contaminados ou poluídos pelo depósito de substâncias inorgânicas, como elementos químicos e dejetos de minério e até mesmo compostos orgânicos, como hidrocarbonetos de petróleo, entre outros. “A planta cannabis se destaca, pois ela consegue descontaminar ferro, bário, magnésio, plutônio, césio, níquel, cádmio e cobre. Além disso, as folhas da planta possuem polímeros, dos quais pode-se produzir bioplástico, uma excelente alternativa que poderia ser a solução para a poluição dos oceanos”, argumentou Horn.

A utilização da mão de obra e do imenso território nacional para cultivo da planta da maconha foi o mote da fala do Presidente da ONG Associação Brasileira de Cannabis Medicinal Santa Cannabis, Pedro Sabaciauskis. “Nós podemos ser uma grande referência mundial na produção de cannabis. Temos os melhores pesquisadores do mundo, os melhores jardineiros e plantadores, grandes cientistas, que têm ido pra fora do país por falta de segurança jurídica para o cultivo da planta. Além de perdermos na saúde, perder em força de trabalho, estamos perdendo também na geração de emprego e renda para o nosso povo”, disse. Pedro falou também sobre a atuação da Santa Canabis, associação que possui autorização judicial para o cultivo da planta. “Nós corremos o risco, juntamente com toda nossa equipe, para poder ajudar as pessoas e então provar na justiça que o que estávamos fazendo era o certo. Hoje, temos autorização para importar sementes, cultivar, produzir o óleo, transportar e gerar pesquisa. Nosso case deixa claro que Santa Catarina tem uma grande vantagem no mercado nacional, sendo um expoente na produção de cannabis de forma legal, ética e usando as nossas riquezas. Além dos nossos profissionais – nossas maiores riquezas, utilizando também nosso perfil associativista e cooperativista”, concluiu Pedro.

A criminalização da planta e tudo que envolve juridicamente e culturalmente a questão proibitiva também foram abordados na Roda de Conversas. Representando a Rede Reforma, a Dra. Raquel Schramm falou sobre a obtenção de habeas corpus para que pacientes possam ter o direito de cultivar a planta em suas residências. Raquel destacou que “o habeas corpus é a vergonha que o advogado passa para dar a algumas poucas pessoas um direito que deveria ser de todos, até porque é constitucional: o direito a intimidade, a vida privada e a saúde. Desde que não afete terceiros, não há porque ser criminalizado. Uma pessoa que cultiva maconha para consumo próprio não está interferindo na vida alheia”, afirmou a advogada.

O relato da técnica de enfermagem Bruna Giron sobre os benefícios do óleo da maconha para seu filho autista de 4 anos, impressionou a todos. Bruna destacou que não foi uma tarefa simples ter acesso ao medicamento, mas a evolução do seu filho compensou todo o esforço. “Com o uso do óleo, associado a todas as terapias de estimulação precoce, fisioterapia e fonoaudiologia, nós vemos coisas que não víamos quando utilizávamos a Risperidona (medicamento normalmente prescrito para autistas). Ele teve um verdadeiro salto de desenvolvimento, que impressiona a todos. Os terapeutas nos falam que, de 4 meses pra cá, ele tem tido muito mais atenção, a agressividade diminuiu bastante, ele tem mais intensão de fala, mesmo sendo uma criança não verbal. Ele tem verbalizado bastante, isso nos surpreende e nos deixa muito, muito felizes mesmo”, afirmou emocionada.

Proponente da Roda de Conversas, o Vereador André Guesser afirmou que a hora é agora para ampliarmos o debate sobre o tema, desmistificando e esclarecendo a população quanto aos inúmeros benefícios da planta da maconha. “Ficamos felizes por reunir especialistas, verdadeiras autoridades, sobre o assunto aqui no Legislativo Josefense. Penso que devemos estudar e analisar formas de flexibilizar cada vez mais o acesso a planta, especialmente ao óleo. Enquanto a proibição está em vigor, o tráfico de drogas enriquecendo e fomentando a violência, existem pessoas sofrendo com diferentes enfermidades e distúrbios, estes que poderiam ser tratados de maneira simples, barata e eficaz a partir da planta”, disse Guesser.

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