Talvez pareça um futuro distante, mas os carros elétricos e híbridos podem representar a maioria no Brasil em 2035. Porém, será mesmo possível? De acordo com recente pesquisa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), sim.
O levantamento foi feito em parceria com o Boston Consulting Group (BCG) e apresenta três possíveis cenários para o futuro dos carros no Brasil. Entre eles, uma estimativa de que, em 2035, 62% dos automóveis 0-km do País serão elétricos ou híbridos. Ou seja, as vendas de modelos a combustão terão os 38% restantes dos emplacamentos.

Não por acaso, o Jornal do Carro vem noticiando a corrida pela eletrificação no mercado brasileiro. Em outra pesquisa da BCG, países como Brasil e Índia ficarão de fora do nível de produção. Nesse sentido, a indústria passa por uma fase de transição. O mercado Europeu, por exemplo, vai abandonar os motores a combustão até 2035.
Estratégias
Por força dos limites de emissões cada vez mais rigorosos, a indústria automobilística trabalha para reduzir as emissões de carbono. Contudo, o Brasil ainda não apresentou uma estratégia clara para a descarbonização. De acordo com o sócio sênior do BCG Brasil e líder do setor automotivo na América do Sul, Masao Ukon, enfrentar as mudanças climáticas é um dos maiores desafios da geração atual.
“Na indústria automotiva, tecnologias de eletrificação e maior uso de combustíveis sustentáveis já se mostram um caminho sem volta. As empresas precisam se preparar para o desafio, e mirar as novas oportunidades, investindo em produção, infraestrutura, distribuição, novos modelos de mobilidade e serviços, além da capacitação dos seus profissionais”, afirmou Ukon.







