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“Sol artificial” na Alemanha atinge 30 milhões de graus Kelvin

Segundo as leituras do espectrômetro X-ray imaging crystal spectrometer (XICS) e as medições de espectroscopia de recombinação de troca de carga (CXRS), o "sol artificial" alemão atingiu quase 30 milhões de Kelvin. Isso só seria possível, de acordo com a equipe, se houvesse uma redução significativa do transporte neoclássico. 

Redação por Redação
setembro 8, 2021
em Sem categoria
“Sol artificial” na Alemanha atinge 30 milhões de graus Kelvin

Os reatores de fusão nuclear estão um pouco mais perto de atingir o objetivo de fornecer mais energia do que a quantidade gasta para mantê-los funcionando. Essa tecnologia, baseada nos mesmos processos que ocorrem no interior das estrelas, promete energia limpa e quase infinita, mas antes é preciso atingir algumas metas. Uma delas acaba de ser alcançada pelo stellarator Wendelstein 7-X, na Alemanha.

Para produzir energia de fusão nuclear, os reatores precisam de altas temperaturas, além da densidade certa de plasma e tempo de confinamento ideal. O primeiro requisito já foi alcançado, tanto pelos reatores do tipo stellarator, quanto pelos tokamaks — que, aliás, são os recordistas de temperatura.

Entretanto, manter esse calor confinado no reator é um grande desafio. No caso dos stellarators, a complexidade da configuração de ímãs, mapeados por inteligência artificial, gera algo conhecido como transporte neoclássico. Trata-se de um vazamento de calor devido ao espalhamento do plasma para fora do reator. Embora tokamaks também sofram esse efeito, eles o experimentam em menor grau.

Contudo, de acordo com um novo artigo publicado na Nature, o stellarator Wendelstein 7-X agora consegue não apenas atingir duas vezes a temperatura do núcleo do Sol, como também é capaz de conter calor. Ou seja, os físicos reduziram o efeito do transporte neoclássico e levaram a tecnologia estelar para mais perto de se tornar prática.

Segundo as leituras do espectrômetro X-ray imaging crystal spectrometer (XICS) e as medições de espectroscopia de recombinação de troca de carga (CXRS), o “sol artificial” alemão atingiu quase 30 milhões de Kelvin. Isso só seria possível, de acordo com a equipe, se houvesse uma redução significativa do transporte neoclássico.

Os resultados são animadores, mas ainda é cedo para comemorar. Os cientistas ainda precisam trabalhar para que os reatores gerem mais energia do que consomem para funcionar, por exemplo. Considerando que a tecnologia estelar é estudada em todo o mundo, parece uma questão de tempo até que finalmente tenhamos a energia nuclear mais segura possível.

Fonte: Science Alert

 

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