Em depoimento à CPI, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que Brasil poderioa ter sido pioneiro na imunização: “Já tínhamos as doses, já estavam disponíveis. E eu, muitas vezes, declarei em público que poderíamos ser o primeiro país a começar a vacinação” Foto: PABLO JACOB / Agência O Globo
O diretor do Instituto Butantan afirmou que demais farmacêuticas estudam a aplicação de uma dose de reforço da vacina contra a Covid. O instituto é responsável pela produção do imunizante Coronavac, desenvolvido em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.
— Nós admitimos, sim, a possibilidade da dose de reforço. A dose de reforço será necessária para todas as vacinas. A própria Pfizer já está estudando uma dose de reforço. O Butantan já tem estudos previstos em andamento com a dose de reforço — afirmou Dimas.

Em relação a morte do sambista, Dimas explicou que há diversos fatores, como idade e eventuais comorbidades, que influenciam na resposta imunológica induzida pela vacina no corpo de cada pessoa.
No início da sessão, ao ser questionado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), Dimas já havia falado sobre a possibilidade de uma terceira dose da vacina. Segundo afirmou, é provável que o imunizante deva ser aplicado em doses anuais.
— Tudo indica que haverá necessidade de doses anuais, que nós chamamos de doses de reforço, como acontece com a vacina da gripe, dado que essa infecção tem a possibilidade de se tornar endêmica, quer dizer, tudo indica que isso vai acontecer. Algumas companhias já estão, inclusive, trabalhando na possibilidade dessa terceira dose, inclusive o Butantan. O Butantan desenvolve já estudos para ter o reforço vacinal, pelo menos uma vez ao ano — explicou.






