O comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira, já tem o apoio unânime do Alto Comando para punir o general Eduardo Pazuello, que participou daquele ato político de apoio a Jair Bolsonaro, no Rio, domingo passado. Como se sabe, é proibido para militares da ativa manifestações políticas de qualquer tipo.
Tudo está sendo feito como se nada estivesse sendo feito. Ou seja, vão tentar manter as aparências para não deixar muitas sequelas.
De um general de quatro estrelas e ex-ministro sobre a batata quente que está nas mãos do comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, a quem cabe conduzir uma solução para o caso Pazuello:
— A presença do Pazuello no palanque é algo inaceitável. Não há discussão sobre isso. Mas na hora de se aplicar uma punição, o comandante do Exército precisa ter um espaço de negociação. Ele não pode ajudar a escalar um conflito com o presidente da República. Assim como também tem que ser uma punição que dê contentamento ao Alto Comando do Exército.

O mais provável é que a pena seja uma advertência combinada com a ida para a reserva. Como o delito é indisciplina – não é um crime -, consideram que fica de bom tamanho para não atiçar ainda mais o “anfitrião” da insubordinação, Jair Bolsonaro, o comandante em chefe das Forças Armadas.
A manifestação de ontem de Hamilton Mourão é exatamente o que pensa Alto Comando do Exército, formado pelos generais que ostentam quatro estrelas nos ombros — assim como o vice-presidente. Mourão disse que uma punição a Pazuello significa evitar que a anarquia se instale nos quartéis.





