Antes de assinar ficha no PSB o senador Dário Berger alugou um jatinho e foi para São Paulo, acompanhado de assessores e lideranças próximas a ele. A viagem teve como único objetivo, um singelo café em uma famosa padaria na capital paulista com o ex-governador, Geraldo Alckmin, que ainda não havia assinado a filiação no PSB.
Conforme já relatei nesta coluna, a conversa de Dário com Alckmin foi a sós, pois os demais ficaram em uma outra mesa. Berger falou de sua situação em Santa Catarina, que deixaria o MDB por não ter lhe sido dado espaço, mas que precisava de garantia para ser o pré-candidato a governador, o que foi a deixa para um pedido: que Alckmin quando fosse dar a resposta a Lula, de que aceitaria ser o vice, que colocaria na mesa que Santa Catarina entraria no acordo dos estados em que o PSB teria a cabeça de chapa.

Alckmin ficou de trabalhar pela proposta, porém, essa movimentação incomodou aos demais partidos da esquerda, sobretudo o Partido dos Trabalhadores. A partir desse período, lideranças de legendas mais à esquerda do que o PT, a exemplo do PSOL, começaram a se manifestar de forma contundente contra uma frente de esquerda com Dário na cabeça. Até mesmo dentro do PT foram fortes as reações, deixando claro que o nome da chamada Frente Democrática teria que ser alguém com laços profundos com a esquerda e, esse alguém era Décio Lima.
Passado um tempo parece que o discurso mudou, não que Décio não possa ser o candidato, porém, a fala que ouvi ontem foi de conciliação, com lideranças petistas colocando Dário Berger também, como uma opção para liderar o processo como candidato a governador.

Segundo uma fonte próxima à cúpula petista, a reação contra uma candidatura de Dário já foi dissipada, porque algumas arestas foram aparadas. Essas arestas, a liderança chamou de “construção vertical”, ou seja, a tentativa de Dário de forçar uma decisão de cima para baixo. “O PSB queria impor a candidatura de Dário e isso não aceitaríamos”, afirmou. O petista explicou que através de reuniões foi exposto aos socialistas que, uma imposição inviabilizaria a aglutinação dos partidos de esquerda, o que acabou sendo entendido, tanto que houve uma correção de rumo, conforme me relatou.

O fato é que a relação voltou a fluir tão bem, que ontem após conversar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Congresso do PSB em Brasília, Décio saiu para jantar com Dário e demais lideranças socialistas na churrascaria Steak Bull. Entre os convidados, os vereadores Nédson Martins de Governador Celso Ramos, Toninho da Educação de São José, Ivônio Pipoqueiro de Otacílio Costa, Lucas Manequinha de Biguaçu, Jean Ricardo de Garopaba; além do vice-presidente estadual do PSB, Juliano Campos, e o empresário Sérgio Lima de Garopaba.

Décio Lma, e ,Dário Bergue, se aproximam em prol da união da esquerda




