
A Organização Mundial da Saúde ( OMS ) aponta que o tabaco causa a morte de mais de 8 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. No Brasil, o consumo de cigarros gera a morte de 160 mil pessoas anualmente.
Ainda segundo a organização, 1,2 milhão dessas mortes são decorrentes da exposição ao fumo passivo, ou seja, de pessoas que não fazem uso do cigarro, mas convivem com algum fumante e acabam inalando substâncias tóxicas de maneira não intencional. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a fumaça do cigarro comum tem mais de sete mil compostos e substâncias químicas. Pelo menos 69 delas causam câncer.

Neste Dia Mundial sem Tabaco (31/05), uma pesquisa da PMS (Pesquisa Mundial de Saúde) revela que, desde a criação da Lei Antifumo, o Brasil apresentou queda entre as pessoas que se declaram fumantes. Segundo o levantamento, em 2003, 22,4% dos brasileiros fumavam. Em 2007, o percentual caiu para 18,5%. Anos depois, em 2019, o percentual ficou em 12,6%.
Os dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2021, mostram que fumantes adultos no país alcançam o índice de 9,1%.

Apesar da diminuição expressiva dos fumantes, a alta do consumo de cigarro eletrônico nos últimos anos preocupa especialistas da Saúde. Segundo a Fiocruz, além dos malefícios ao coração e da relação com câncer e doenças respiratórias, esses novos modos de consumo de cigarro podem resultar até mesmo em quadros de depressão, ansiedade e insônia, principalmente entre os jovens. Eles possuem mais de 4.700 substâncias tóxicas, entre elas a nicotina.







