
Não está claro porque Patê mentiu tão descaradamente no caso dos equipamentos eletrônicos, o que nos faz lembrar da famosa frase de Willian Shakespeare na peça Hamlet: “Há algo de podre no reino da Dinamarca”, que é um alerta para que o personagem Hamlet (Patê) perceba a situação de perigo em que se encontra. Após esta cena, ele passa a comportar-se como um louco incapaz de compreender o que se passa ao seu redor, no intuito de meramente não ser eliminado e poder sobreviver, e se preparar para a reação contra o principal algoz (a verdade).
Trazendo para o nosso mundo atual e cotidiano, representa a situação em que nos damos conta de estarmos sendo enganados (a população) e que ainda a tempo de sairmos ilesos da situação criada por Patê, desde que saibamos agir com inteligência e calma e isso é feito com investigação seja jornalística ou por meio de CPI.
Essa situação nos leva a reflexão de quais foram os reais motivos que levaram o Presidente da Câmara Municipal de Biguaçu a mentir com surpreendente desafaçatez teatral, pois afirmou categoricamente em plenário que a Comissão de compra procurou em todo o Brasil (palavras dele) empresa que vendesse os ditos equipamentos eletrônicos para suprir as necessidades nas capturas de áudio e vídeo das sessões e não conseguiu localizar, desse momento, provavelmente ocorreu sua opção pelo formato de locação de serviços e não a compra.
No entanto, a verdade não é essa, Senhor Patê, um dos participantes da licitação havida é um grande revendedor deste tipo de equipamento de Santa Catarina e teve participação real no pregão. Essa empresa está localizada em Itapema com o nome BOHER – Irmãos Boher Eletro Eletrônicos Ltda e que, inclusive enviou a estes veículos de comunicação, a mesma relação de equipamentos solicitados no edital de licitação com uma proposta detalhada de preço.





O valor da proposta de venda foi de R$ 79.430,00, mas Patê e parceiros desta licitação supostamente viciosa na sua elaboração não quiseram nem permitir que o fornecedor supracitado expusesse proposta de venda, mas dizendo-lhe que só havia interesse na locação de tais equipamentos pela importância de R$ 147.900,00 que é uma verdadeira discrepância em gestão pública.
A TV em Foco e EBN requereram junto a Câmara Municipal documentos que talvez possam elucidar essa intrincada e suspeita situação promovida pela Direção daquela Casa Legislativa, contudo pode-se antever pelos indícios de irregularidades que há algo de muito errado, podre mesmo na elaboração desta licitação. E serão esses documentos solicitados e somados a depoimentos de terceiros (empresa Boher e de os funcionários efetivos) que se chegará à causa desse tresloucado certame licitatório.
Quais serão as outras verdades ocultas nesse triste e suspeito episódio da Câmara Municipal de Biguaçu, “ O ESCÂNDALO DOS ALUGUEIS EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS”?







