Imagina trabalhar em Caxias do Sul, poder ir almoçar em Porto Alegre e conseguir voltar a tempo para o trabalho? É este cenário futurístico que a empresa HyperloopTT está prometendo trazer ao Rio Grande do Sul com o hyperloop, transporte ultrarrápido com o mesmo nome da companhia.
Até agora, ela é a única responsável pelo primeiro e único sistema de teste em grande escala da tecnologia hyperloop no mundo, em Toulouse, na França. Outras parcerias estão em desenvolvimento nos Emirados Árabes Unidos, EUA e Alemanha, mas, por enquanto, nenhum projeto saiu do papel.
Em seus estudos passados, a empresa afirma que os sistemas são economica e tecnicamente viáveis e que gerariam lucros sem exigir subsídios governamentais. Apesar disso, o hyperloop está longe de ser uma panaceia: é contestado pelo público por seu preço salgado, tecnologia avançada e potenciais riscos.
Na pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 2, feita em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o Governo do Estado, foi estimado que haveria uma redução de 2,3 bilhões de reais no custo operacional do trajeto, além da geração de aproximadamente 60.000 empregos e cerca de 95.000 toneladas de CO2 a menos na atmosfera.
Com estes números, pode ser difícil entender por que muitos especialistas em túneis, engenheiros e outros profissionais do setor duvidam seriamente das chances do hyperloop um dia funcionar — e, que se um dia abrir as portas, pode levar a um resultado catastrófico.

O que é a tecnologia hyperloop?
A ideia do hyperloop é reproduzir em solo as mesmas condições encontradas pelos aviões na altitude. O transporte é feito por cápsulas que viajam dentro de um tubo de baixa pressão atmosférica.
No lugar de trilhos, a empresa promete um sistema magnético, que faz as cápsulas flutuarem dentro dos tubos. Sem o atrito do vento ou dos trilhos, as cápsulas alcançam velocidades que podem chegar a 1.2000 quilômetros por hora, com baixo consumo de energia.
O conceito é muitas vezes atribuído a Elon Musk, que tem uma outra companhia voltada para a ideia, chamada Boring Company. Apesar de a ideia existir há mais de 100 anos, o presidente executivo da Tesla lançou um artigo público em 2013 descrevendo um sistema ferroviário de levitação magnética que passa por um tubo e sugeriu que empresas e universidades fossem atrás e desenvolvessem a tecnologia hyperloop.









