Iria do Correio teve uma vida marcada pelo voluntarismo

Natural de São Ludgero, sul de Santa Catarina, Iria Buss Roveda completaria 75 anos em 05 de Abril passado. Foi casada com Viniciu Roveda (in memoriam) por 45 anos.
Veio para Biguaçu no ano de 1975 e no mês de Maio, iniciou suas atividades como chefe da agência dos Correios de nossa cidade. Mencionava do orgulho em fazer parte de uma Equipe muito dedicada. Seriedade, honestidade e respeito sempre pautaram o seu trabalho.Engajada em projetos para melhoria do trabalho, participou do grupo que
implantou na localidade de Três Riachos, o primeiro Posto de Correio Rural de Santa Catarina. “Isso aconteceu
na década de 1980 e facilitou muito a vida das pessoas”, lembrava com carinho. “Antigamente, a comunicação era basicamente através dos Correios, por meio de cartas e telegramas” contavaIria. E ainda complementava, “Casamentos, aniversários, eventos em geral, falecimentos, tudo era transmitido por telegramas. As notícias mais alegres, mas também as mais tristes já passaram pelas minhas mãos”.
Participou como voluntária no Asilo Sr. Doca como tesoureira, participou do CAEP e da Diretoria da Igreja Matriz São João Evangelista no período da construção do Salão Paroquial e do Centro Comercial São João Evangelista Após sua aposentadoria em Agosto de 1997, transformou o amor que sentia pelo trabalho em combustível para ajudar o próximo, através de serviços prestados à comunidade de Biguaçu.
Dedicou-se ainda mais no serviço social, participando da catequese e liturgia. Também desempenhou funções
na Ação Social Municipal e Conselho Municipal de Saúde por 14 anos.
Apoiada pela Paróquia, criou junto com um grupo de voluntárias no ano de 2001 a Pastoral da Saúde, um Organismo de Ação Social com forte dimensão solidária junto aos doentes e sofredores nas instituições de saúde, na família e na comunidade. Com afinco de dedicação, permaneceu por muitos anos a divulgar os benefícios das plantas medicinais e ensinar famílias carentes a realizarem trabalhos para complementar suas rendas. No ano de 2009, enfrentou com fé e coragem alguns problemas de saúde; o que era para ser uma simples cirurgia de retirada de pedras na vesícula acabou se tornando uma internação de quatro meses no hospital, 70 destes dias na UTI – Unidade de Tratamento Intensivo em virtude de uma infecção generalizada.
Nesta fase, o apoio da família e dos amigos foi fundamental. “Graças às orações do povo de Biguaçu, hoje estou aqui, curada. Por isso, agradeço ao povo de coração”, comentou na época.
No dia 04 de Maio de 2013, um novo obstáculo. Iria submete-se a realização de um transplante hepático (fígado). Período difícil, mas enfrentou com oração e determinação este novo desafio. Após sua plena recuperação,
retornou ao seu serviço no voluntariado, agora com um novo objetivo: Falar da importância na doação de órgãos. Um gesto de amor que salva e prorroga a vida. Iria Buss Roveda, faleceu no dia 21 de Janeiro de 2021, devido a complicações de uma cardiopatia (problema no coração) adquirida há muitos anos.
Deixou três filhos: Marcus Vinicius Roveda, Marnio Roveda e Márcio Roveda, as noras Ana Marisa Roveda,
Indiamara Siqueira Jaschke Roveda e Andrea Teixeira Roveda, e os netos Júlia Roveda, André Roveda e Isabella
Roveda. Viveu sua família, educou seus filhos. Concretizou grande parte dos seus objetivos pessoais e profissionais. Realizou seus passeios, viajou e conheceu novos locais, outros países e diferentes culturas.
Dedicou-se em ajudar na construção de pontes que ligam ações sociais voltadas as populações mais necessitadas. Mantinha suas convicções fortes, mas entendia que não eram absolutas.
Estas diferentes posturas frente a vida, trouxeram-lhe palavras de ânimo que resumem sua passagem nos seus 74 anos de existência: Fé, Persistência e Paciência. Pois Deus age sempre no momento certo.
Em nome de meus irmãos, minha esposa, cunhadas e sobrinhos, gostaria de agradecer a todas as manifestações de carinho e palavras de conforto. Minha mãe deixou seu legado na história de Biguaçu.




