
O fato apontado pelo título desta matéria é devido a 37 vereadores por estes não enxergarem, ou melhor, terem fechado os olhos para evitar o já tão comentado: maior escândalo da história do município com o uso do dinheiro público.
Vamos aos fatos: Em 2007, o então Prefeito de Biguaçu, Tuta vislumbrava a construção do Centro de Convivência da Terceira Idade com investimento de mais de um milhão de reais, obra que foi planejada e concebida para ser um divisor de águas no município no quesito em atendimento aos idosos. O projeto era para ser um equipamento urbano que contemplaria a qualidade de vida de nossos idosos, em especial aos membros dos 45 grupos existentes, aos quais só lhes faltavam um espaço unicamente a eles direcionados para ali desenvolverem suas atividades. Enfim, o sonho estava prestes a se materializar!
Porém! Ah! Esse, “porém”, sempre se fazendo presente na vida do município, pois se esqueceram de que a desonestidade sempre existiu e sempre existirá e essa realidade não é diferente em Biguaçu. Esta afirmação se dá em analogia aos nossos políticos, o que não é grande novidade para todos os munícipes.
Tanto que, em 2008 foi inaugurado o Centro de Convivência dos Idosos, todavia, o que era para ser motivo de alegria e de orgulho lastimavelmente se tornou no “MAIOR ESCÂNDALO DE MAU USO DO DINHEIRO PÚBLICO EM NOSSO MUNICPIO”. Pois, já se passaram 13 anos e neles 37 vereadores “desempenharam” suas funções em três legislaturas (2008 a 2020) e, categoricamente nenhum deles se propôs ou quis fiscalizar e investigar este escândalo. A sensação que se tem é que aquele prédio abandonado não existe em nossa cidade, contudo ele fica apenas 900 metros da Câmara de Vereadores na Rua Hermógenes Prazeres.

O ESCANDÂLO
O início do mau uso do dinheiro público principiou com a aquisição do terreno, o qual foi adquirido sem este ter as mínimas condições de receber semelhante obra de envergadura com suma importância, já que o terreno é pequeno demais e o acesso a ele torna-se impraticável, tendo em vista que por ele não há condição de trânsito de nenhum ônibus ou micro-ônibus, ademais, é bom lembrar que esses veículos são deveras necessários para o bom atendimento aos idosos.
Ainda em 2008, o então Prefeito Tuta antes de sua renúncia para sua candidatura a vereador, assinou desapropriação de um terreno na Rua Leopoldo Freiberger de propriedade do Senhor Coan por R$ 290.000,00 mil reais, imóvel que daria novo acesso e proporcionava a possibilidade de estacionamento para ônibus e automóveis. Nota importante: O dinheiro da desapropriação foi depositado em juízo. Entretanto, o MDB perdeu as eleições e Castelo eleito prefeito. O terreno que seria desapropriado está localizado onde foi o Comitê da Campanha de Deschamps e seu primeiro ato como prefeito foi declinar pela compra do importante terreno ao Centro de Convivência da Terceira Idade.
Depois de três anos de mandato, em 2012 e de ser por diversas vezes matérias na imprensa local noticiando que o prédio estava com suas paredes rachando e o piso cedendo e que a qualquer momento poderia acontecer uma tragédia, o ex-prefeito Castelo decidiu abandonar e transferir o Centro para o galpão do Sindicato Rural localizado no Vendaval estima-se que até data de hoje foram pagos alugueres de mais de 550 mil reais.
Com o prédio abandonado pela Prefeitura de Biguaçu todas as mobílias, fiações, portas, ferros de janelas e seus respectivos vidros foram roubados, isto se sucedeu sem que quaisquer dos vereadores desta cidade tenham cobrado ações ou explicações do executivo.
A prefeitura ajuizou ação no Fórum de Biguaçu para apurar as responsabilidades das três empresas que ganharam as licitações para construir o Centro e com isso cobra indenização. Lembrando que uma das três empresas foi apontada depois de realização de laudo técnico como a responsável pela execução do fundamento e a causadora pela condenação do prédio, confirmado pela falha na estrutura física da obra.
A empresa apontada como responsável é Aline Construtora, que à época seu proprietário era o Engenheiro Zalmir Junckes e que no Governo Castelo e Ramon construiu diversas obras importantes para o município entre elas a UPA e a Super Creche do Bom Viver após realizar as obras de fundação do prédio da Terceira Idade.
Ressalvando que Junckes também na gestão Castelo/Ramon foi titular da Secretaria de Indústria e Comércio de Biguaçu e, não houve em momento algum Vereador que tenha protocolado qualquer requerimento para convocação da Empresa Aline ou do senhor Zalmir para prestar explicações. De modo inclusivo nem a Prefeitura até o presente momento impetrou reparação na Justiça pelos danos causados ao erário público.
O que se pode perceber e analisar neste triste e lamentável episódio dos anais políticos de Biguaçu que é o “MAIOR ESCÂNDALO DE MAU USO DO DINHEIRO PÚBLICO”, entretanto é salutar lembrar que essa desordem amoral e ímproba se deu devido à falta de nossos vereadores, que somando a atual legislatura (2021 -2024), totaliza 52, não fizeram ou não irão fazer nada do que a população espera deles, que é fiscalizar o uso do dinheiro público de nossa cidade.
Em Biguaçu passam-se anos e eleições e as qualidades de nossos vereadores e de nossos Prefeitos, Vices e Secretários só pioram porque quando pensamos que elegemos os que podem mudar a nossa política e a nossa cidade para melhor nos deparamos com a total falta de interesse deles pelo coletivo, e sim visando só seus interesses pessoais e partidários, desse modo pode-se concluir essa tese usando o exemplo do senhor Zalmir Junckes o proprietário da Construtora Aline na época deste episódio.
As perguntas que ficam são as seguintes:
Quem vai ressarcir os cofres públicos de Biguaçu?
A construtora Aline?
O senhor Zalmir Junckes?
Os prefeitos que prevaricaram ao se negarem exigir indenização?
Os vereadores que também prevaricaram em não fiscalizar tal obra e o mau uso do dinheiro público?
O Prefeito, Vice-Prefeito e os Vereadores da atual legislatura irão também prevaricar ou entrarão para história como sendo os grandes responsáveis por solucionar e garantir a o ressarcimento aos cofres públicos do “MAIOR ESCÂNADALO DO MAU USO DO DINHEIRO PUBLICO EM BIGUAÇU”?







