Thiago de Souza Almeida (37) casado pai de uma criança de 1 ano e 6 meses, trabalha como vendedor e morador da Praia João Rosa. No dia 19 de setembro depois de passar uns dias reclamando de mal- estar é internado no Hospital Regional de São José, onde foi direto para UTI e entubado com 80% de seu pulmão já comprometido pela infecção do coronavírus, ficando naquela instituição hospitalar. Os quinze dias que passou pela UTI ficou na posição prona (de bruços), que promove melhora dos parâmetros respiratórios, facilitando a abertura dos alvéolos pulmonares que não participavam da respiração em posição supina (dorso), proporcionando, assim, melhores trocas gasosas.

Foram quinze longos e difíceis dias em que os médicos chegaram a comunicar à família que a situação de Thiago era muito delicada e que a qualquer momento ele poderia entrar em óbito, de onde ocorreu sua transferência para o Hospital Florianópolis que é a unidade hospitalar referência para tratar a Covid -19.
Foi mais 10 dias até receber alta no dia 14 de outubro, onde foi informado que precisaria fazer várias sessões de fisioterapia para recuperar seu enfraquecido estado físico dentre eles, o aparelho respiratório, entretanto os médicos foram bem enfáticos: nós conseguimos te salvar, mas sem fisioterapia você não vai conseguir sobreviver.
No dia 15 de outubro, sua esposa deu entrada na Secretaria de Saúde para buscar esse atendimento especializado, porém informaram que o município dispõe de tão somente 01 fisioterapeuta para o atendimento domiciliar e este atende todas as enfermidades que demandam de seus serviços além dos pacientes pós-Covid.
Também foi informada que não havia horário para atender seu esposo e que na Unidade Central de Saúde na Praia João Rosa possuía atendimento de fisioterapia, porém, do mesmo modo, não havia horário disponível para agendar o tratamento de Thiago. É bom frisar que ele não possui automóvel e nem tem condições física de se locomover, por esta razão da necessidade de, além de oferecer as sessões de fisioterapia, a Prefeitura terá que garantir a ida e a volta de sua casa até a Unidade Central de Saúde.
Como é realizada a reabilitação para pessoas com sequelas da Covid em Biguaçu? A pergunta procede porque há relatos como esse de Thiago que chocam o cidadão comum.
Há um local para atendimento destes pacientes ou é igual a uma busca por atendimento especializado de meses de espera onde os pacientes são atendidos no local mediante encaminhamento de um serviço público de saúde. E as pessoas que apresentam problemas respiratórios são encaminhadas para onde?
Sabe-se que há a necessidade de uma avaliação, onde os profissionais decidem se um paciente ainda precisa de acompanhamento para recuperação e agendam o tratamento. Pergunta: O município de Biguaçu tem algum protocolo para orientação a paciente que já teve coronavírus e mesmo após ser considerado curado apresenta sequelas? Ou esse paciente sequelado tem que procurar desesperadamente atendimento em uma das unidades básicas de saúde do município para ser encaminhado ao tratamento pós-covid, que será realizado de acordo com a necessidade específica apresentada.
Esta é a situação em Biguaçu…









