
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, casos foram notificados em Chapecó, Jaraguá do Sul e Joinville.
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) confirmou na tarde desta quarta-feira (9) que investiga três casos suspeitos de mucormicose, uma infecção causada por fungo, em pacientes diagnosticados com Covid-19.
As três suspeitas estão em análise laboratoriais e os resultados devem sair em até 25 dias. A situação de saúde das três pessoas não foi informada.
Os casos suspeito de mucormicose foram notificados pelas prefeituras de Chapecó, no Oeste, Jaraguá do Sul e Joinville, no Norte do estado.
Santa Catarina contabiliza, desde o início da pandemia, 994.125 diagnosticados e 15.798 mortes por Covid-19, segundo dados desta quarta-feira (9) divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Também foi confirmado pelo estado o quarto caso de reinfeção.
De acordo com a Dive, as duas notificações da suspeita de infecção por fungo foram feitas pelas por Chapecó e de Jaraguá na semana passada. Já Joinville informou sobre a suspeita no fim de maio.
O paciente internado em Chapecó, segundo a prefeitura, é morador da cidade é de Pinhalzinho, na mesma região. Detalhes não foram repassados sobre ele. O G1 não conseguiu contato com a prefeitura de Pinhalzinho até a publicação desta reportagem.
A suspeita de Jaraguá do Sul foi identificada em um paciente de 66 anos, mas a prefeitura de Jaraguá do Sul também não passou detalhes sobre ele.
Já o morador de Joinville tem 52 anos e foi o primeiro caso suspeito notificado no Estado, quando estava internado em um hospital particular da cidade. O homem é morador da Zona Norte de Joinville, testou positivo para Covid-19 em fevereiro deste ano e tem histórico de comorbidades (diabetes mellitus e artrite reumatoide).
O que é a mucormicose
Um surto de mucormicose entre pacientes de Covid-19 na Índia registrado nas últimas semanas tem chamado a atenção do mundo. Causada por fungos da ordem Mucorales, a doença pode acometer os pulmões e mutilar os seios da face.
Conhecido popularmente como “fungo preto”, a doença costuma matar entre 50% e 60% dos acometidos. Muitos precisam passar por cirurgias mutilantes, que retiram partes do corpo afetadas pelo micro-organismo, como os olhos.







