O mandatário voltou a citar a prova que apresentará, na semana que vem, sobre suposta fraude nas eleições de 2014. Nas quais, segundo alega, o candidato Aécio Neves (PSDB) teria vencido a então presidente Dilma Rousseff (PT).

“Vai ser bastante objetiva para todos entenderem da inconsistência e vulnerabilidade, temos aí várias ciências e podemos falar em probabilidade”, disse o titular do Planalto.
Bolsonaro também repetiu que ganhou as eleições de 2018 no primeiro turno e que tem provas disso. Não afirmou, no entanto, quando, e se, as apresentará. “Vou aguardar dados da minha eleição, que, no meu entendimento, nós ganhamos no 1º turno”, declarou.
Durante a entrevista, Jair Bolsonaro também relatou, com ironia, o suposto “entendimento” que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, teve com líderes de partidos sobre o voto impresso.
“De repente, ministro Barroso, do nada, vai para dentro do Parlamento se reunir com líderes partidários. Nos dias seguintes, os líderes trocam integrantes da comissão e colocam parlamentares contrários à aprovação desse projeto, ou seja, querem ver se matam o projeto na comissão”, sugeriu Bolsonaro.

“Isso é interferência clara do ministro Barroso no processo legislativo. Ele tem medo do quê? Tá apavorado, por quê? Ele estaria refém de alguém? Acredito que não, mas é um dado bastante preocupante. Nós estamos nos antecipando a possíveis problemas”, assinalou.
Em junho, Barroso disse ter recebido “com satisfação” a manifestação de 11 partidos feita a favor da manutenção do sistema atual de votação e contra o voto impresso. PSDB, DEM, PP, MDB, PSD, PSL, Avante, Republicanos, PL, Solidariedade e Cidadania disseram que vão procurar Barroso para estreitar relações.