

Os casos de dengue em Santa Catarina já atingiram 74.580 infecções no Estado. De acordo com dados da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), há ainda 71 pessoas que morreram pela doença.
Além da dengue, 42 pessoas foram confirmadas com chikungunya.
No entanto, esta semana a vacina contra a dengue chegou no Estado e uma dúvida surge, será que é possível mudar o cenário da doença a partir da vacinação? Para entender a questão, o portal ND+ buscou a Dive para entender os impactos.
De acordo com a pasta, a previsão não tem como ser feita.
“Depende muito da quantidade de pessoas vacinadas. Como a vacina só está na rede particular neste momento, acaba sendo uma ação individual”, explica em nota.
A diretoria explicou ainda que não há como estimar quantas pessoas de fato pagarão para receber o imunizante.
Dados estaduais
De acordo com a Dive, até esta segunda-feira (26) 148 municípios foram considerados infestados, o que representa um aumento de 12,12% em relação ao mesmo período de 2022, que registrou 132 municípios nessa condição.
Os casos suspeitos de dengue no Estado também aumentaram. De acordo com o informe da pasta, de 1° de janeiro a 26 de junho, foram notificados 194.636 casos suspeitos de dengue em Santa Catarina. Desses, 74.580 foram confirmados.
O número representa aumento de 60% em relação a 2022, quando eram 121.664 casos suspeitos de dengue no Estado.
Do total de casos confirmados até o momento, 65.137 são autóctones (transmissão dentro do estado) distribuídos em 129 municípios de Santa Catarina, sendo que 37 municípios atingiram o nível de epidemia.

Cidades infestadas
Até o momento, Joinville lidera o ranking no número de casos confirmados de dengue em Santa Catarina. A cidade já acumula 19.623 casos da doença.
Em segundo lugar está Florianópolis, com 12.734 casos e em terceiro Palhoça, com 10.164 casos.
Os casos nas três cidades são tão preocupantes que representam, juntas, 57% dos casos de todo o Estado.
A dengue
De acordo com a FioCruz (Fundação Oswaldo Cruz) a dengue pode ser causada por quatro subtipos do vírus, chamados DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Atualmente, todos circulam no Brasil.
Na prática, isso significa que uma pessoa pode pegar dengue até quatro vezes na vida, caso seja contaminada pelos quatro subtipos, um de cada vez. Porém, a partir da segunda infecção, aumentam as chances de a doença evoluir para a forma grave, popularmente chamada de dengue hemorrágica.
De acordo com a Dive, como a vacina só está na rede privada, ou seja, com acesso “restrito” ela não pode ser considerada uma medida de saúde coletiva nesse momento.
“Ela é importante, mas demanda uma avaliação do Ministério da Saúde para inclusão no calendário vacinal. Para aí sim ser considerada uma medida de saúde coletiva. Importante ressaltar também que atualmente ela é recomendada para pessoas de 4 a 60 anos de idade, ou seja, nem toda a população pode receber a vacina na rede privada”, escreve a nota da pasta.
Neste momento, o que a DIVE recomenda é a manutenção das medidas de prevenção que já estamos acostumados.
- Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
- Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;• Mantenha lixeiras tampadas;
- Deixe os tanques utilizados para armazenar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
- Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;• Mantenha ralos fechados e desentupidos;
- Lave com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo uma vez por semana;
- Retire a água acumulada em lajes;
- Limpe as calhas, evitado que galhos ou outros objetos não permitam o escoamento adequado da água;
- Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em vasos sanitários pouco usados e mantenha a tampa sempre fechada;
- Evite acumular entulho, pois podem se tornar criadouros do mosquito.

Preço das vacinas
A nova vacina contra a dengue, a QDenga, chegou na rede privada de Florianópolis e desde segunda-feira (26) está sendo aplicada em algumas unidades particulares de saúde.
A vacina contém algumas restrições. Imunossuprimidos, diabéticos, cardiopatas, gestantes, lactantes, transplantados e pessoas que tiveram a doença há menos de 6 meses não podem fazer o uso do imunizante.
A QDenga está liberada para indivíduos que tenham entre 4 e 60 anos. Cinco laboratórios informaram que já possuem a vacina e disponibilizaram o valor do imunizante. Os valores abaixo são das duas doses necessárias para a imunização, com o intervalo de 90 dias entre elas. Confira:
- Clínica Vitha – Balneário Estreito: R$ 890 no dinheiro ou pix e R$ 954 no cartão;
- Santa Helena Vacinas – Centro: R$ 890 no dinheiro ou pix e R$ 938 no cartão;
- Primme Vacinas – Beira-Mar Norte e Jardim Atlântico: R$ 890 no dinheiro ou pix e R$ 938 no cartão;
- Imunizar Vacinas – Centro e São José: R$ 990 no dinheiro ou pix ou R$ 1.068 no cartão;
- Superimunne – Centro: previsão de chegada na quinta-feira (29).
Farmácias foram consultadas e informaram que a prioridade deste momento são as clínicas, por isso os imunizantes ainda não estão disponíveis para comercialização avulsa.
FONTE https://ndmais.com.br/saude/dengue-ja-infectou-mais-de-74-mil-pessoas-em-sc-veja-se-vacina-pode-reduzir-numero-de-casos/






