
O mundo está em alerta por um supertufão que se forma na Costa do Pacífico, próximo às Filipinas. O fenômeno tem tomado grande espaço nos noticiários globais esta semana e acende o alerta para essa metamorfose climática.
Diante do alerta mundial, o portal ND+ buscou descobrir quais as chances de um fenômeno assim atingir Santa Catarina. Lembrando que o Estado já sofreu drasticamente quando o Ciclone Catarina em 2004.
“Não tem a mínima chance de isso acontecer aqui. Naquela região, as águas estão aquecidas, por isso os furacões e os tufões encontram uma estrutura térmica favorável. Ou seja, eles se alimentam das águas do calor que estão associadas à evaporação dos Oceanos. É isso que faz com que eles tenham o processo de retroalimentação do sistema que acaba resultando nestes fenômenos”, explica o meteorologista Piter Scheuer.

Scheuer conta que é preciso lembrar ainda que Santa Catarina está em uma latitude média, o que desfavorece a formação do fenômeno.
O profissional finaliza explicando que o que é muito comum no Estado são os ciclones, que podem ser esperados em maior número em agosto deste ano. No mês, os fenômenos devem trazer muita chuva para Santa Catarina.
O que é o supertufão?
Um tufão é um ciclone tropical maduro que se desenvolve entre 180 ° e 100 ° L no hemisfério norte. Essa região é conhecida como Bacia do Noroeste do Pacífico, e é a bacia de ciclones tropicais mais ativa da Terra, respondendo por quase um terço dos ciclones tropicais anuais do mundo.
De acordo com o jornal americano DW, a previsão é que o supertufão se afaste das Filipinas e se dirija a Taiwan e à China , mantendo o seu status de perigo. Os ventos chegam a 175 km/h e rajadas de até 240 km/h.
O fenômeno chamado de “Doksuri” causou estragos no norte das Filipinas nesta quarta-feira (26), matando uma pessoa e causando grandes danos.

As comunidades costeiras foram evacuadas em preparação para a chegada do tufão, mas, apesar dessas medidas, Doksuri arrancou telhados de zinco, inundou aldeias baixas e deslocou mais de 12 mil pessoas ao atingir uma pequena ilha e atingir várias províncias da região.

A tempestade, com ventos de até 175 km/h, provocou o transbordamento dos rios e deixou milhares de pessoas sem eletricidade.
“Estamos sendo espancados aqui”, disse Manual Mamba, governador da província de Cagayan, no norte do país.
Segundo o DW, a agência nacional de desastres disse que pelo menos uma pessoa se afogou na província de Rizal após o tufão.
Segundo a guarda costeira filipina, mais de 4 mil passageiros ficaram retidos em vários portos depois que as viagens marítimas foram suspensas.
FONTE https://ndmais.com.br/tempo/descubra-quais-as-chances-do-supertufao-do-pacifico-varrer-sc/






