
Esse metal precioso está presente em peças internas de celulares, computadores e outros dispositivos, muitas vezes aplicado como camadas finíssimas de ouro de altíssima pureza (geralmente acima de 99%), próximas ao padrão de 24 quilates, usadas em aplicações industriais.
Por que existe ouro em tantos componentes eletrônicos?
O ouro é usado na indústria eletrônica por suas propriedades únicas. Ele conduz eletricidade com eficiência e não oxida, o que garante desempenho e durabilidade aos aparelhos.
Placas-mãe, circuitos, chips de memória e conectores utilizam esse metal para assegurar a precisão e estabilidade das conexões elétricas. Isso explica por que até dispositivos comuns escondem pequenas quantidades de ouro puro em seu interior.
Ainda que sejam quantidades pequenas por unidade, a soma global é impressionante e representa uma oportunidade de reaproveitamento que poucos conhecem.

Quanto ouro em eletrônicos antigos pode ser recuperado?
Segundo a ETH Zurich, cerca de 450 miligramas de ouro de 22 quilates podem ser extraídos de 20 placas-mãe. Isso equivale a aproximadamente R$ 1.650 na cotação atual do ouro, que está acima de R$ 360 por grama em agosto de 2025.
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Uma placa-mãe antiga pode conter entre 100 mg e 500 mg de ouro, dependendo do modelo e do fabricante, sendo mais comum encontrar algo entre 0,1 e 0,5 g por unidade.
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Celulares, notebooks e HDs também possuem pequenas quantidades
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Dispositivos industriais e servidores antigos concentram ainda mais metal precioso
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O lixo eletrônico global enterrou toneladas de ouro nos últimos anos
Atenção: estima-se que, em 2024, o mundo gerou cerca de 62 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, segundo o Global E-Waste Monitor. A previsão é chegar a até 82 milhões de toneladas anuais até 2030.

Esponjas de soro de leite: a inovação que transforma resíduos em pepitas
Pesquisadores suíços criaram uma técnica surpreendente para capturar ouro em placas eletrônicas com esponjas feitas de proteínas do soro de leite.
Essas esponjas absorvem íons de ouro dissolvidos em soluções após o processamento dos componentes. Em seguida, o ouro é recuperado como pepitas de aproximadamente 22 quilates, com pureza superior a 90%, por tratamento térmico, sem uso de substâncias tóxicas.
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Reaproveitamento de resíduos da indústria de laticínios
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Sem ácidos perigosos ou mercúrio
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Baixo impacto ambiental e alta eficiência
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Tecnologia promissora ainda em fase experimental e de piloto, não implantada em larga escala comercial até agosto de 2025.
Dica rápida: esse método ecológico reduz o custo de extração e pode ser utilizado em centros de reciclagem urbanos com investimento acessível.
Quais os ganhos ambientais e econômicos dessa tecnologia?
Além de evitar o descarte incorreto de dispositivos eletrônicos com ouro, a nova técnica ajuda a conter a poluição de solos e rios causada por metais pesados.
O processo é considerado viável economicamente, oferecendo alto retorno em relação ao investimento, especialmente se aplicado em escala e combinado à recuperação de outros metais, mas não há consenso científico sobre uma taxa fixa de “50 vezes” o valor investido.
Exemplo prático: um lote com 1.000 placas-mãe pode render entre R$ 35.000 e R$ 175.000 em ouro bruto, dependendo da composição e tipo de placa, considerando valores típicos de ouro recuperado e preço médio do ouro em 2025.

Como descartar eletrônicos corretamente e ajudar na recuperação do ouro?
O descarte correto de eletrônicos é essencial. Muitas cidades oferecem ecopontos ou campanhas de coleta seletiva específicas para esse tipo de resíduo.
Além do ouro, esses aparelhos contêm materiais como prata, cobre, alumínio e até platina, todos recuperáveis com as tecnologias atuais.
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Evite jogar eletrônicos no lixo comum
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Procure centros de reciclagem especializados
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Informe-se sobre programas de logística reversa em sua cidade
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Doe ou revenda aparelhos que ainda possam ser reaproveitados
Curiosidade: uma única tonelada de placas eletrônicas pode conter até 100 vezes mais ouro do que uma tonelada de minério extraído da terra.

Fonte https://www.uai.com.br/uainoticias/2025/08/27/esse-item-jogado-no-lixo-pode-conter-ouro-de-22-quilates-e-valer-milhares-de-dolares/






