
A sociedade biguaçuense está assistindo dia-a-dia via sua Casa Legislativa como a prática demagoga pode ser lesiva ao bom andamento do desenvolvimento sociopolítico-econômico de um município, sabendo que demagogia é uma prática daqueles que aparentam humildade deslavada ou honestidade falaciosa com o intuito de obter favores pouco claros o que de regra leva a falência da democracia.

Vimos essa semana, historías demagogas de vereadores quando estes saíram em defesa de uma narrativa falaciosa. Eles não mentiram quanto ao valor da proposta de compra enviada pela empresa Irmãos Boher, no entanto, os seus discursos foram falaciosos, suas tentativas de persuadirem a população foram falaciosas, uma vez que buscaram promover o engano ou o desvio da verdade porque a estrutura das apresentações das informações que eles forneceram em plenário não respeitou a lógica correta ou honesta. Eles manipularam certas evidências da prova concreta e convincente de que o melhor era comprar do que locar os ditos equipamentos eletrônicos, o que pode levar a população a conclusões erradas.
Toda pessoa esclarecida, instada a elaborar argumentos, por força do trabalho que executa ou de situações cotidianas, deve reconhecer nos próprios argumentos o uso proposital do raciocínio falacioso (intenção de ludibriar) e a imperícia de raciocínio (lógica acidentalmente comprometida). De uma forma ou de outra, compra-se ou vende-se gato por lebre. Quais foram as intenções dos senhores vereadores?
Sabe-se que há quem cometa falácias sem malícia, meramente como resultado de raciocínio apressado ou ingênuo. Mas é mais frequente encontrar falácias em argumentos de pessoas ou instituições que querem enganar o ouvinte, a população porque querem convencê-la a concordar com o seu enunciado (seja votar ou decidir, manipulando a vontade do interlocutor).
Assim, nobres Vereadores, no nosso entendimento uma falácia não é apenas um erro; é um erro de certo tipo, que resulta do raciocínio impróprio ou fraudulento. A falácia tem todo o aspecto de um argumento correto e válido, embora não o seja. Esse é seu grande perigo: parece correto, mas não é, além do que, leva a outros erros de pensamento, como conclusões erradas. Será que a população de Biguaçu é arguta o suficiente para discernir que em um argumento dessa natureza se esconde uma falácia?
Desse modo, nobilíssimos edis, a democracia, como sabemos, possui seu mais valioso fundamento na outorga de poder ao próprio povo, que o exercerá diretamente ou, como é a regra geral no Brasil, por meio de representantes eleitos para tal fim. A própria Constituição Federal, no parágrafo único de seu primeiro artigo, estatui que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
No plano das ideias, o dispositivo constitucional não deixa dúvidas ao instituir um regime democrático no Estado brasileiro, outorgando ao próprio povo todo o poder estatal.
Pressupõe-se, de igual modo, como decorrência lógica de uma democracia, que o povo tenha a possibilidade de escolher sujeitos para exercerem em seu nome referido poder, representando efetivamente os anseios populares.
Não é de hoje, entretanto, que os representantes eleitos exercem o poder em benefício próprio e daqueles que financiaram suas candidaturas, renegando ao povo — o verdadeiro detentor do poder — os últimos graus de prioridade.
Os constantes escândalos de corrupção que assolam o Brasil e constituem, a bem da verdade, o câncer que insiste em manter os excessivos níveis de desigualdade social e cultural no Brasil tornam a população absolutamente descrente naqueles que exercem o poder em seu nome, bem como torna a população descrente da própria política em si.
Nós da imprensa de Biguaçu não compactuamos com aqueles que omitem, ocultam ou não fornecem pedidos de informações, pois tal atitude é geradora, promotora e suscitadora de dúvidas, permitindo que tais ambiguidades caracterizem indícios de fraudes, de irregularidades, de improbidades.
Em consequência se faz mister que nesta reunião comentada por V.Sas. e o nobre Presidente desta Casa do Povo, haja efetiva participação de membros da imprensa não só prestando informações como também inquirindo todas as partes envolvidas neste imbróglio.









