
Os casos de “mão-pé-boca” já afetaram 167 crianças em 12 escolas de Florianópolis em 2023. Os números são da Vigilância Epidemiológica da Cidade. Segundo a pasta, a doença já é considerada um surto.
Nathalie Passos, de 34 anos, é mãe de Pedro, de 1 ano e 7 meses. A criança teve a doença na última semana. Segundo a mãe, tudo começou com uma febre.
“Ele teve contato com uma amiguinha, que começou com os sintomas na mesma época. A doença começou com uma febre fraca e depois foi subindo. Quando estava em 38°C eu já sabia que deveria ser mão-pé-boca”, conta.
Após a febre, Pedro teve manchas avermelhadas no rosto e pés. Já a sua amiga, seguiu com os mesmos sintomas. Então, as mães trocavam informações sobre a doença.

Para o tratamento, a criança tomou anti-inflamatórios e, agora, está com as feridas secas. No entanto, até o fim do tratamento, as mães seguiram apreensivas com a doença.
Como recomendação médica, ambas fizeram isolamento de sete dias.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, as escolas com crianças infectadas pelo vírus devem reforçar as medidas de higiene nas instituições de ensino, como limpeza dos locais, e lavagem das mãos, por exemplo. Para os pais, é preciso não levar as crianças à escola se estiverem doentes, para não infectar ainda mais pessoas.
O que é a doença?
De acordo com o site oficial do Ministério da Saúde, a doença mão-pé-boca é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade. O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais comumente em mãos, pés e boca.

Sintomas
- Febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
- Aparecimento, na boca, amídalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas brancas acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;
- Erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;
- Mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;
- Por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.
Tratamento:
Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela melhora espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.





