
O chamado uso recreativo de drogas se trata da prática de utilizar substâncias com propriedades psicotrópicas, sem prescrição médica, sem justificativa que fundamente a necessidade em um tratamento.

Muitos se envolvem no uso recreativo de drogas, especialmente os jovens, como meio de potencializar a euforia e sensações prazerosas, na tentativa de aliviar o estresse emocional, tentativa de socialização, fugir do tédio da vida rotineira, mudar o humor e a percepção.
O uso costuma ser incentivado em festas, nos fins de semana e feriados, para que, entre outras coisas, a timidez de alguns frequentadores seja flexibilizada, como meio de se ver incluído no grupo.

As drogas podem aumentar a atividade do cérebro, momento em que as pessoas ficam mais “ligadas”, “elétricas” e sem sono. Podem modificar a atividade do cérebro, causando a distorção, fazendo com que os usuários percebam as coisas deformadas e parecidas com imagens do tipo que temos nos sonhos, além de poderem diminuir e deprimir o funcionamento do cérebro tornando as pessoas “desligadas”, “desinteressadas” e “devagar”.

Os usuários costumam acreditar que o uso esporádico de tais substâncias não desencadeará um vício, o que não é verdade. As consequências são gravíssimas.

O uso de drogas acarreta aumento da criminalidade, aumento na ocupação dos leitos, evasão escolar, mortes, destruição das famílias, perda de emprego, etc. Os especialistas vêm, após estudos, colocando outros inúmeros problemas para quem utiliza as chamadas drogas recreativas. A fertilidade é um dos problemas.

Todas as drogas atuam no cérebro, estimulando, bloqueando e interferindo diretamente nos hormônios, sendo vários deles, fundamentais para o bom funcionamento do sistema reprodutor. Você não deve conhecer as drogas! Não existe uso recreativo com segurança! Drogas? Nem de brincadeira. Se você já está consumindo, busque ajuda. Ainda é tempo.

Peça a ajuda de um verdadeiro amigo, nos CAPS (Centros de Apoio Psicossocial), Conen (Conselho Estadual de Entorpecentes), Comad (Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas), AA (Alcoólicos Anônimos), NA (Narcóticos Anônimos), Proerd–PMSC, Ministério Público, Defensoria Pública, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), nas comunidades terapêuticas, igrejas, clubes de serviço etc.

Fonte: Fernando Henrique da Silveira Presidente do Conen/SC (Conselho Estadual de Entorpecentes de Santa Catarina) – E-mail: fernandohsilveira@hotmail.com





